quarta-feira, 2 de setembro de 2009

A Imitação e o Aprendizado Humano

Irmãos, A observação e a repetição por meio da imitação é um dos primeiros métodos de ensino que está disponível ao processo cognitivo humano, ou seja, o nenê possui uma tendência natural de repitir os gestos, as palavras e as atitudes das pessoas que o cercam e, como consequência de tal comportamento, a essência da personalidade individual é solidificada. Durante os primeiros anos de existência, a dependência humana nas pessoas mais velhas que a cercam é quase que absoluta com relação ao seu processo de sobrevivência e, com o passar do tempo, o processo de aprimoramento dos sentidos, os quais são o portal de interação com o mundo externo, acontece e, consequentemente, a criança começa a ter a capacidade de interagir com os outros. No entanto, tal processo é muito limitado devido às restrições na capacidade de entendimento que a criança possui. Desta maneira, o meio pelo qual ela, naturalmente, começa a adquirir mais conhecimento e aprimoramento é por meio da repetição de tudo o que acontece ao seu redor e, neste primeiro instante, é que a importância de modelos saudáveis, auspiciosos e amorosos devem permear a vida de todo e qualquer indivíduo. Além disso, apesar do fantástico e rápido incremento na capacidade “intelectual” de aprendizagem que acontece nos primeiros anos de vida, o método de imitação por meio da observação é constante, indelével e intenso, ou seja, nos primeiros anos de existência é que a criança é exposta às primeiras contradições da vida onde ela ouve certos ensinamentos de pessoas que, na realidade, atuam contraditoriamente ao que professsam e que, inconsequentemente, são os responsáveis pelas primeiras confusões, perdas de confiança e dúvidas que permeiam a mente humana. (Este assunto da perda da confiança, das dúvidas e das confusões é um pouco mais elaborado e complexo, escreverei sobre isto noutro Pensamento da Semana®) Ademais, depois de alguns anos a criança adentra o período fértil, mágico e revelador da adolescência onde ela vive sagaz por obtenção de conhecimentos e realidades que a cercam e, somado à isto, por possuirem um ávido desejo de participar, de pertencer e de compartilhar, os adolescentes facilmente adotam os estilos de vida, os comportamentos e o linguajar que lhes são mais excitantes e, neste ponto, as estrelas de TV, músicos, artistas, figuras populares, os amigos e algum que outro parente próximo são, mormente, os modelos dos quais o modus vivendi é emprestado. Além disso, na juventude, apesar do foco e da direção do estilo de vida mudarem enormemente, principalmente porque as primeiras grandes escolhas com relação aos futuros estudos e/ou estilos de vida são realizadas neste período, muitas destas decisões, novamente, são influenciadas por observações que o jovem faz de pessoas que estão disponíveis ao seu círculo de observação. Similarmente, os adultos, independentemente de suas aparentes independências, no transcurso de suas caminhadas são influenciados e, consequentemente, modificados por pessoas que estão ao seu redor e que, mesmo sem saber, lhes servem de modelos em vários aspectos da vida. Por outro lado, é imperativo entender que na ampla e complexa formação da estrutura humana, quase que inexiste um único modelo no qual o indivíduo baseia toda a sua observação, ou seja, existem hábitos intelectuais, comportamentais, verbais, de aparências e uma infinidade de detalhes humanos que, frequentemente, as pessoas “copiam” de diferentes fontes, ou seja, vestem-se baseados em fulano, falam como ciclano, comportam-se igual à outro fulano e assim por diante. Mas, qual a importância deste entendimento? No princípio da vida, principalmente para pais e educadores é importante ter muito claro tal discernimento porque as novas generações, amplamente, os utilizam como modelos e, no transcurso da jornada, outros indivíduos e instituições começam a “emprestar” suas premissas para a formação e a solidificação do tipo de cidadão que caminhará pelas terras de cada país. Assim sendo, é importante que, a partir de certo momento, ou seja, início da juventude e, principalmente idade adulta, as pessoas estejam amplamente cientes de que, independentemente de seus status sociais, econômicos e intelectuais, elas, a cada momento, estão servindo de modelos, em maior ou menor grau, para outros indivíduos e que, como consequência, elas possam viver de acordo com os valores e comportamentos que elas gostariam de vivenciar no mundo, isto é, quanto mais nobres, refinados e integrados forem os aspectos de tais pessoas, mais harmônica, holística e sustentavelmente eles estarão, direta e indiretamente, contribuindo para a evolução humana. Desta maneira, desejo-vos uma semana repleta de entendimento dos vossos papéis como seres humanos e modelos, discernimento sobre os modelos que vocês utilizam para as vossas vidas e coragem para exaltarem a magnanimidade de vossas essências.
Texto de Tadany

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