terça-feira, 1 de setembro de 2009

Dinheiro

Dinheiro. Uma Sucinta Análise! A fortuna, em forma de opulência, é um tesouro almejado por todos os seres humanos durante o transcurso de suas vidas. Não obstante, é meritódio considerar o fator evolutivo de que a caminhada humana tem seus primeiros passos na constante busca pela satisfação de necessidades básicas como alimento, abrigo e vestuário. Então, somente quando ciente da satisfação de tais exigências, o homem consegue contemplar sobre outras congênitas dádivas que ele possui e, dentre as muitas existentes, a capacidade cognitiva e o poder de discernir e, consequentemente, escolher entre várias possibilidades apresentadas são, deveras, faculdades exaltadoras da magnanimidade de ser humano. Assim sendo, após estabelecer as bases para a sua sobrevivência, o ser humano utiliza seus nobres dotes para alcançar objetivos mais elevados e, neste quesito, a riqueza é a jóia que brilha mais forte na retina dos anseios da humanidade. Mesmo assim, vale ressaltar que a riqueza é como um prisma que reflete várias possibilidades, as quais são, fundamentalmente, baseadas na escala de valores, nas virtudes e nos desejos que cada indivíduo possui, isto é, certas pessoas buscam a riqueza moral, alguns a espiritual enquanto outros perseguem a material e, neste caso, ela normalmente se manifesta em forma de poder, de fama, de capacidade de influência, de reconhecimento e, a mais comum entre todas as buscas, o anseio por uma acumulação infinda de dinheiro. Este último, ou seja, o dinheiro per se é a coluna sobre a qual este texto será erigido. Desta maneira, para um maior esclarecimento é fundamental começar pelo processo de descrição sobre o que é o dinheiro para, depois, adentrar numa senda que visa descrever sobre os benefícios, as percepções que as pessoas possuem, as limitações do mesmo e, finalmente, uma sublime visão de como perceber o dinheiro pragmaticamente, que se segue: Sobre uma perspectiva técnica, o dinheiro é um papel legalmente representativo de moeda que as pessoas utilizam como forma de pagamento para conduzir suas transações comerciais, de serviços e para adquirir diferentes tipos de objetos. Além disso, o dinheiro possui um valor variável que é estabelecido por políticas monetárias nacionais e pelo mercado internacional, os quais, sucintamente, estabelecem um poder de compra relacionado à diferentes objetos e uma taxa de câmbio entre moedas. Basicamente, este conhecimento revela uma realidade objetiva da natureza do dinheiro. Além disso, na praticidade do quotidiano, o dinheiro possibilita ao homem a facilidade de alocar valores à diferentes tipos de objetos como propriedades, terras, eletrodomésticos, veículos, roupas e acessórios, assim como para meios de entretenimento como teatro, concertos e turismo para que uma transação exista entre aquele que compra e aquele que vende sem a necessidade de qualquer outro intermediário. Neste ponto, o dinheiro é considerado uma fantástica evolução em relação ao arcaico processo de escambo. O escambo é um sistema antigo, presentemente quase em desuso, onde as pessoas trocavam mercadorias por mercadorias sem a intervenção de moedas. No entanto, apesar do pragmatismo que cerceia o dinheiro, a percepção que as pessoas possuem dele é extremamente subjetiva, ou seja, para muitos indivíduos no planeta, o dinheiro possui uma característica quase que onipotente, isto é, que tem o poder de realizar qualquer coisa. Estes indivíduos acreditam, assim como todas as pessoas, que o dinheiro pode comprar qualquer objeto, o que é uma irrefutável verdade sempre que tal objeto esteja à venda, no entanto, eles ampliam sua percepção à visão de que o dinheiro, além de objetos, poder e segurança, também provê alegria e felicidade, ou seja, em outras palavras o que tais pessoas cogitam é que todo e qualquer indivíduo que seja financeiramente rico é poderoso, seguro, contente e pleno consigo mesmo. Porém, a realidade demonstra que esta é uma distorção perceptiva causada por uma limitada visão do que é o dinheiro, pois quando qualquer indivíduo faz uma superficial e empírica análise no seu ambiente ele, facilmente, verifica que o dinheiro certamente traz agradáveis comfortos e facilidades, mas não necessariamente ele produz uma alegria perene. Isto quer dizer que o mundo está repleto de milionários tristes, deprimidos e insatisfeitos consigo mesmos e, por outro lado, pessoas com parcos recursos que sentem-se contentes consigo mesmas. Ademais, é essencial mencionar, antes de continuar o texto, que o mesmo não é uma apologia à pobreza, nem um crítica insensata à riqueza, pois, neste mesmo mundo, existem ricos contentes e pobres infeliz, ou seja, como mencionado anteriormente, o objetivo é inquirir sobre a natureza do dinheiro e a relação das pessoas com o mesmo. Então, após esta esclarecedora digressão, é meritório continuar descrevendo que o dinheiro, inevitavelmente, possui uma indistinguível capacidade de gerar uma percepção externa de segurança e conforto, mas que, por outro lado, é evidente o fato de que ele é incapaz de produzir um estado imperecível de júbilo, ou seja, o dinheiro pode comprar uma mansão, mas não pode produzir um lar. Ademais, o dinheiro pode adquirir uma suntuosa biblioteca, mas não pode forçar o seu dono a ler seus livros, muito menos fazê-lo entender ou apreciar a “fortuna” de tais conhecimentos. Ele pode comprar os mais sofisticados e refinados instrumentos musicais, mas é inábil em transformar seu proprietário num músico ou brindá-lo com o nobre senso de estimar as melodias que os mesmos produzem. Ele pode cercar o seu possessor de conhecidos, mas não pode forçá-los a serem francos e amistosos, ou seja, o dinheiro pode adquirir tudo aquilo que possui um valor, mas não pode dar ao seu propetário o discernimento de entender, ou estimar, o real valor daquilo que ele adquire. Além disso, o dinheiro brinda ao homem a capacidade de adquirir qualquer coisa, mas não o presenteia com o senso de tranquilidade e liberdade interna que o auxilia a desfrutar plenamente o que ele possui. Assim sendo, se o dinheiro pode produzir mensurados benefícios materiais, mas é desprovido de capacidade de brindar ao homem uma incessante satisfação, é interessante entender qual o venerável papel que o dinheiro pode ter na vida de uma pessoa? Com base no exposto anterior é inevitável descrever que, após uma indelével inferência, qualquer indivíduo sensato e consciente chega à conclusão de que o dinheiro é apenas um meio pelo qual um indivíduo consegue alcançar diferentes e tangíveis resultados, ou satisfações, materiais e, mas que, por outro lado, ele é incapaz de prover qualquer tipo de segurança emocional ou de compensar humanas sensações de inadequação, de insegurança afetiva, de vazio espiritual ou de distorsão psicológica que possa existir na psique de uma pessoa. Por conseguinte, quando este objetivo discernimento permeia os pensamentos de uma pessoa, ela consegue diminuir a invisível e errônea pressão sistêmica de que o dinheiro é a panacéia de uma existência e, como consequência, ela encontra mais lucidez para compreender o limitado, mas vital, papel do dinheiro na sua vida. Ademais, ela descobre mais liberdade, coragem e persistência para planejar e conseguir realizar todos os seus sonhos materiais. Ela adquiri mais perspicácia para entender que a estabilidade emocional e a sensação de auto-satisfação, auto-respeito e amor-prório provêm de outra origem e, finalmente, ela esboça mais leveza para caminhar pela senda de sua existência com mais excelência, nobreza e fortaleza. Desta maneira, que todos os indivíduos tenham a volição de entender o subjetivo condicionamento que muitos possuem sobre o dinheiro para que, como resultado, eles deixem de serem escravos de nefastos e imaginários preceitos e, como consequência, eles possam tornarem-se objetivos soberanos da realidade que os cercam para que, como resultado, suas vidas sejam o reflexo de uma pragmática, consciente e deliberada harmonia entre as infindas facetas que estruturam a exuberante e esplêndida arquitetura da existência humana.
Tadany

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